Buraco negro no centro da galáxia apresenta atividade estranha

Bruna Lima, editado por Liliane Nakagawa
Buraco Negro - Sagitário A* (Foto: reprodução)
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Sagitário A* começou a agir de forma estranha, emitindo 'pulsos' com até 75 vezes mais radiação infravermelha que o normal, segundo cientistas

O buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia tornou-se inesperadamente ativo, segundo astrônomos. O Sagitário A*, que está a quase 26 mil anos-luz da Terra, até então era ?contido?, mas sua calmaria acabou no último mês, revertendo sua baixa atividade com flutuações significantes em seu brilho.


Os cientistas observam o Sgr A* (como é conhecido na comunidade espacial) há anos, usando equipamentos como o Event Horizon Telescope e a High-resolution Airborne Wideband Camera-Plus. Embora o buraco negro supermassivo em si não seja visível, sua assim chamada contraparte eletromagnética pode ser rastreada.

Embora sempre haja alguma variação no brilho, medido como a quantidade de energia infravermelha que é emitida, as coisas mudaram para uma escala totalmente nova em 2019. Observações do telescópio Keck mostram que este é um ano recorde de emissões, com Sgr A * ficando até 75x mais brilhante que o normal em um período de duas horas. Brilho duplo por longos períodos também foi observado.

"O buraco negro era tão brilhante que eu inicialmente o confundi com a estrela S0-2, porque eu nunca tinha visto Sgr A* tão brilhante. Nas próximas imagens, porém, ficou claro que a fonte era variável e tinha que ser o buraco negro. Eu soube quase imediatamente que provavelmente havia algo interessante acontecendo com ele?, explicou o astrônomo Tuan Do, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, ao ScienceAlert.

As descobertas iniciais da equipe foram publicadas no The Astrophysical Journal Letters, embora o trabalho para descobrir por que, exatamente, a produção do Sgr A* mudou significativamente ainda esteja em andamento. Em um espaço de tempo das observações de 13 de maio, mostrado acima, a atividade inesperada do buraco negro no infravermelho é clara.

O observatório Keck fornecerá dados por mais algumas semanas, disse Do, embora depois desse ponto o centro galáctico não esteja no ângulo certo para observação novamente até 2020. No entanto, outros quatro telescópios - incluindo Spitzer, Swift, Chanrdra e ALMA - fizeram observações no meio do ano, com seus dados ainda a serem divulgados.

Via: Slashgear

espaço buraco negro Galáxia
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