Pesquisa aponta: sete em cada dez brasileiros se informam pelas redes sociais

Roseli Andrion, editado por Rui Maciel
Privacidade nas redes sociais (Olhar Digital)
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Apesar de as considerarem pouco confiáveis, muitos ainda optam por elas para buscar notícias

Sete em cada dez brasileiros usam as redes sociais para se informar. É o que indica o Papo Digital, o estudo mais recente da Hello, uma agência de pesquisa de mercado e inteligência. Além de se informarem pelas redes sociais, os entrevistados as adotam para se comunicar com parentes e amigos: 84% dos participantes informaram que optam por essas plataformas quando querem fazer contato.


O levantamento mostra, ainda, que 95% dos entrevistados usam aplicativos no celular. Esse número representa um aumento significativo em relação a 2016, quando 67% eram clientes dos apps. Uma das ferramentas mais importantes nesse cenário é o WhatsApp: o Papo Digital revelou que 95% dos participantes da pesquisa usam essa rede social. O Facebook vem em segundo lugar, com 89%.

O estudo apontou, ainda, que o feed de notícias do Facebook e mensagens em grupos de WhatsApp são os espaços mais comuns para a disseminação de fake news e boatos, bem como de golpes e vírus. Um dos motivos para isso é sua alta velocidade de distribuição, mas outros fatores contribuem: o uso de títulos sensacionalistas e conteúdo falso, o apelo ao emocional e às crenças pessoais e a polarização de opiniões e ideologias.

Meio de contato preferido ainda é o e-mail

Apesar de usarem as redes sociais constantemente, o meio de contato preferido por 65% dos ouvidos para o estudo é o e-mail. Aqueles que preferem ser procurados pelo WhatsApp somam 47%. Na hora de publicar nesses espaços, 46% escolhem temas relacionados a lazer e viagens, enquanto 44% se concentram em humor e piadas ? isso explica a avalanche diária de memes que aparecem nessas plataformas.

Redes sociais são usadas pelos jovens para obter informação

Não é à toa que apenas 53% dos jovens entre 16 a 24 anos se consideram bem informados: e mais, para maioria deles (77%), as redes sociais são a principal fonte de informação. Apesar disso, a TV aberta continua sendo a origem mais confiável de notícias, considerada como tal por 19% dos participantes do estudo. As redes sociais só têm a credibilidade de 4% dos entrevistados e os posts de amigos, de 0,2%.

Relação entre consumidores e marcas está mais próxima

Com tanto tempo dedicado a essas plataformas, a influência que elas exercem sobre a relação entre empresas e consumidores aumenta continuamente. 49% dos entrevistados seguem, nas redes, as marcas que admiram ou pelas quais se interessam (isso representa um aumento de 81% em relação a 2016). Desses, 51% curtem os posts das companhias, 36% avaliam os produtos e 31% compartilham as publicações. Esses consumidores esperam que as marcas ofereçam rapidez (86%) e uma boa experiência de compra on-line (85%).

Para o estudo, foram realizadas 1.410 entrevistas on-line na primeira quinzena de maio de 2018.

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